quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Decadência

Promontório

Para os amantes de música....

http://www.youtube.com/watch?v=EFJfpKBhcu0

http://www.youtube.com/watch?v=Ot3_P0KkeEs&feature=channel

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Plantas que Curam

Este é realmente um excelente livro; pelo seu rigor científico, pela sua abordagem clara e simples dos temas complexos; e sobretudo pela atitude aberta e confidente dos autores, face ao seu confesso amor pelo vasto universo das plantas medicinais.

Se tiverem oportunidade, comprem o livro nas livrariras.
Se por alguma razão não o poderem fazer, aqui vai o link para fazer 'download':

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A Sopinha do Ministério da Educação


A nossa política de educação parece uma sopa de massinhas de letras, onde as letras rodopiam e contorcem-se no caldo escuro de um caldeirão. Servem-se as tigelas na mesa, às crianças, mas por mais hábeis que elas sejam a juntar as massinhas para formar palavras, faltam sempre algumas letras e sobram sempre outras. As pessoas inteligentíssimas que o nosso país colocou a comandar os destinos da educação, precisam urgentemente de tomar conhecimento desta verdade simples (e não é preciso inscreverem-se em nenhum simpósio!):
* Se todos os anos os pacotes de sopinhas de letras vierem com letrinhas diferentes, as crianças nunca conseguem construir palavrinhas completas, porque as letrinhas do ano passado já foram para a barriguita do menino e da menina, e muito provavelmente estão já a fazer de adubo no leito de algum estuário português. Cara Sra. Ministra da Educação, os nossos meninos precisam de fazer palavrinhas, não pode mudar os pacotes das massinhas todos os anos?!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

As Bestas Humanas... E há quem diga que o Diabo não existe...


Pledge to go fur-free at PETA.org.

sábado, 12 de julho de 2008

Ciência, Política e Tecnologia: Parte I - 'A ironia da vida eterna'

O ser humano considera-se a si mesmo inteligente. Se por ventura, se encontrar errado nessa consideração, não provocará grande tumulto; tendo em conta que, até agora, nenhum outro ser vivo se pronunciou acerca do assunto. Se nós, humanos, nos limitarmos a uma forma de comunicação verbal, como na verdade o fazemos, por certo viveremos num complexo, sério e dramático caso de solipsismo (doutrina que considera o eu como única realidade no mundo; egoísmo). Verbalmente, chegamos à superfície dos que fazem parte da nossa espécie, mas então e todas as outras criaturas vivas? Mera paisagem muda? São uma colecção de esfinges, que o Universo colocou para infligir no Homem ainda mais solidão?! A noção que o ser humano, habitante das modernas sociedades, tem acerca do que é ser inteligente, é uma noção muito pouco inteligente, simplista, mas deveras brilhante… Hoje, mede-se a inteligência de um determinado povo/país/região/ através de um único apontador económico-social, intitulado de ‘desenvolvimento tecnológico’. A resposta à pergunta, sobre o porquê desta valorização da tecnologia, é simples; a tecnologia é única e simplesmente, a última e a mais eficaz forma de exercer poder. Poder de Quem? Sobre o quê? Obviamente, poder do Homem sobre o Universo, o que, logicamente, inclui poder do Homem sobre o próprio Homem.

Os Conceitos de inteligência e poder tornam-se assim sinónimos. Conhecer para dominar ou inteligir para conquistar; é o pano de fundo do teatro social das sociedades modernas. Tecnologia e ciência, são as armas do ser inteligente, armas que apresentam um potencial infinito, pronto a ser desvelado pelos galardoados do Q.i. Preparam-se os exércitos nas faculdades, munidos de estantes de livros pesados e redes complexas de informação online e offline. O conhecimento científico constrói-se, desconstrói-se e volta a construir-se, cada vez mais sólido, mais penetrante, mais eficaz.

Marcham as tropas de neurónios, investindo sobre os eternos inimigos da raça humana; a doença, o medo e a morte. Na verdade, somos obrigados a admitir, que ser um habitante a sério da sociedade moderna, é ter no cantinho do nosso coração, uma esperança inesgotável na vida eterna; vinda de um eminente laboratório dos estados unidos, na forma de um comprimido fluorescente embalado em vácuo. Se algum dia, essa notícia for impressa nos jornais, e passar nos canais de televisão do mundo inteiro, iremos todos sair para a rua e comemorar pela noite fora, comer do melhor, beber do melhor, fazer finalmente tudo, o que até àquele dia, havia sido desaconselhado pela comunidade médica e pelo bom senso.

A humanidade sempre procurou a vida eterna, acontece contudo, que já se cansou da vida eterna dos filósofos e, a vida eterna dos religiosos dá muito trabalho a conquistar, chega-se a ter que morrer para a conseguir, o que não deixa de ser perigoso... É pois, mais que justo, que a humanidade desenganada, espere agora pela vida eterna vinda dos cientistas. «Já falta pouco, se não for na minha geração há-de ser na dos meus filhos!».


É fácil de observar a fé que é hoje depositada na ciência humana; basta olhar para os idosos, os mais avessos às mudanças, basta reparar que eles substituíram de bom grado, todo o saber antigo e milenar (o conhecimento das plantas e outros), por uma panóplia de nomes estranhos e difíceis de pronunciar; pílulas coloridas e miraculosas, que saltam dos blisters das caixinhas de medicamentos. A ciência reformou a medicina, as artes, a comunicação, os transportes, a estética. Espera-se pois, com imensa fé, que ela venha também a pronunciar-se acerca da vida eterna, que todos ardentemente ansiamos. Já que concordamos que a morte não faz cá falta nenhuma, acho que também estaríamos de acordo, se os cientistas conseguissem ,que o céu estivesse sempre azul e que só houvesse uma única estação, um eterno verão primaveril... O inverno é tão chato... Caros leitores, não se ponham a pensar em teorias que defendam a necessidade da chuva... Senão, em breve, estão a dizer que a morte até dá algum sentido...à Vida.


Bom, mas bom! Era já sermos eternos! Mas não, é triste, a ciência ainda não nos garantiu esse bilhete em 1º classe, temos pois, que nos contentar com o plano B (viajamos clandestinos)…

O plano B, duma humanidade que ainda não conseguiu a vida eterna, consiste em prolongar ao máximo a sua vida finita. Esticar a vida de tal modo, na corda do tempo, que esta se aproxime cada vez mais do desejado infinito, do eterno, mesmo que nunca o chegue a tocar… Não é à toa, que os indivíduos da sociedade moderna, têm tanto que fazer e tão pouco tempo para o fazer. A preocupação com o tempo e a falta dele, é uma ocupação genuinamente moderna, é um traço de modernismo e uma espécie subtil de elegância, algo marcante numa sociedade, que é também conotado com inteligência. A ignóbil despreocupação com que certas civilizações atrasadas parecem viver, chega a ser interpretada pelos ‘modernos’, como um grave desinteresse pelas coisas importantes da vida, algo que só a profunda ignorância poderá ter causado. São pois, as sociedades modernas, as únicas que estão a cumprir devidamente com o plano B da humanidade; investem enormes quantidades de recursos no aperfeiçoamento de um complexo sistema de saúde, laboratórios de investigação, experiências e testes. Tudo na esperança de tornar elástica a corda do tempo. É mais que óbvio… que mais dia menos dia, mais ano menos ano, a avançada sociedade moderna, vai conseguir livrar-se das doenças que a afligem e alcançar a imortalidade. Não venham os pessimistas, dizer que a água tem poluentes e detritos químicos, que o ar está cheio de partículas cancerígenas em suspensão, que os nutrientes fugiram dos alimentos por causa de pesticidas inofensivos, não! Nada disso faz sentido, quando é do senso comum que somos conhecedores das mais modernas técnicas laboratoriais, quando temos ao serviço da ciência indivíduos especializados, indivíduos galardoados e prémios Nobel. A 'nata das natas', a trabalhar exaustivamente para o bem da comunidade, e depois, aparecem uns ignorantes e deitam tudo a perder com as suas opiniões verdes, infundadas.


Meus caros, numa sociedade moderna a esperança média de vida é muito superior à esperança média de vida de qualquer outra sociedade ‘não moderna’, não há pois qualquer fundamento para opiniões pessimistas como essa…


No próximo artigo, espero continuar a abordar esta questão: ‘«
Eu acredito que a ciência tem poder sobre a morte!» - Que mal faz acreditar em tamanha parvoíce como esta?’. Adiantando já alguma matéria: ‘Provavelmente, faz tanto mal à cabeça, como acreditar que há um paraíso cheio de virgens, à espera que os nossos estilhaços as venham cobrir…

Imagem retirada do site: http://amanatureza.com/projeto/wp-content/uploads/2007/05/ciencia.jpg